ALCHIMIA: uma transmutação misteriosa ou inexplicável, um processo aparentemente mágico de transformação, criação ou combinação.

Num universo onde as câmaras se tornaram uma presença constante, desejadas ou não, a nossa relação com a nossa própria representação digital é frequentemente resumida à selfie, preparada como se de um espelho se tratasse, onde projectamos uma visão de um nosso “eu”, cuja pose, iluminação e expressão controlamos em absoluto e desejamos partilhar com os outros.

Alchimia procura acentuar essa relação, trazê-la para um plano muito presente, ao centrar-se visualmente apenas rosto do observador, tentando manter esse rosto sempre no centro das atenções, independentemente da sua posição espacial relativamente ao sistema, mas garantindo que essa mesma posição espacial irá afectar outros parâmetros da representação/transmutação.

Alchimia explora também a nossa relação com “o outro”, e transforma o rosto do observador, altera a sua expressão, o seu género, coloca-lhe máscaras, torna os seus traços difusos, masculinos, femininos, jovens, velhos, e apela a uma expressividade exacerbada, a uma busca de um nosso outro “eu” que irá esquecer-se da compostura da selfie para explorar tantas outras expressões e tantos outros “eus” possíveis.

 

Este processo de busca decorre ao som de um ritmo hipnotizante e tribal, acentuando este processo interior e profundo, enquanto estimula o desejo de uma crescente expressividade corporal e dança, mas mantendo sempre o foco no rosto. Através da sua interacção o observador absorve-se na transmutação, ignorando que também ele se torna assim parte performance, única, irrepetível, transformada.

Alchimia é uma peça de arte generativa e foi desenvolvida em Processing 3.1.

Imagens retiradas de performances da instalação Alchimia.

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pedroveiga

Artist and visionary

1 Comment

Inauguração | INVITRO · 16/11/2015 às 10:36

[…] ALCHIMIA”. Sistema visual interativo, 2015 […]

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