Pulvis et umbra sumus

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We are dust and shadow.

Somos pó e sombra.

Frase retirada da obra de Quinto Horácio Flaco (65 a.C. — 8 a.C.), que foi um poeta lírico e satírico romano, além de filósofo. Ficou conhecido por ser um dos maiores poetas da Roma antiga.

A frase refere-se à natureza transitória do corpo, quando reduzido à sua materialidade mais simples, e interpretada nesta tela como a sombra que os outros em nós produzem, que nos define mas também tantas vezes nos limita. A nossa existência social cria novas revelações, mas também novas limitações, e o segredo reside no equilíbrio entre elas.

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Ilustração “Angiologia” extraída da obra Anatomie normale du corps humain : atlas iconographique de XVI planches / par le docteur S. Laskowski ; dessineés d’après les préparations de l’auteur par S. Balicki, de 1894.

Nas nucas das duas figuras laterais encontram-se os símbolos da dimensão espiritual da natureza humana, e assim pode ver-se a águia bicéfala e o Olho da Providência ou o Olho que Tudo Vê:

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A águia bicéfala é um símbolo presente na iconografia e heráldica de várias culturas indo-europeias e meso-americanas. A versão europeia deriva da águia bicéfala hitita, chegando à Idade Média ocidental através do Império Bizantino. As cabeças da águia olhando para lados opostos representavam um poder exercido sobre o Oriente e o Ocidente, político e religioso, como foi o caso de Impérios intercontinentais como Bizâncio ou a Rússia.

O Olho da Providência é um símbolo composto de um olho cercado por raios de luz ou em glória, muitas vezes dentro ou em cima de um triângulo ou de uma pirâmide. Costuma ser interpretado como a representação do olho de Deus (na sua manifestação enquanto trindade, no cristianismo) observando a humanidade. O Olho que Tudo Vê também aparece como parte da iconografia da Maçonaria, símbolo de que tudo é visto pelo Grande Arquiteto do Universo (Deus).

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