OMMANDALA é uma instalação baseada num gerador interactivo de mandalas surreais, controlado por voz e/ou som.

A mandala é um símbolo espiritual e ritual nas religiões Hindus. Representa o universo e é construída de acordo com um conjunto de regras bem definido, tal como a arte generativa.

Originalmente as mandalas eram usadas para focalizar a atenção dos praticantes e adeptos, como ferramentas auxiliares de orientação, e para estabelecer um espaço sagrado, ajudando na indução de transes.

Nos últimos anos o mundo ocidental apropriou-se do termo para designar diagramas, mapas ou padrões geométricos que representem o cosmos – ou um microcosmos, ou o universo – de forma metafísica ou simbólica. A criação interactiva de mandalas, simultaneamente orgânicas e geométricas, pode assim tornar-se uma experiência não apenas estética, mas um estado pessoal de consciência, de entretenimento ou meditação, alegre ou hipnótico.

OMMANDALA é uma representação do nosso “cosmos” doméstico. Sendo uma instalação eminentemente lúdica, também estimula a nossa propensão “genética” de produzir significado a partir de símbolos. Usando representações visuais de objectos tão variados como uma cadeira, uma sardinha ou um par de sapatos de senhora, os significados destes pequenos cosmos são frequentemente absurdos – mas mesmo nessa condição confrontam-nos com a proliferação de objectos, comida, adereços nas nossas vidas, dos quais a grande maioria nos passa praticamente despercebida e cuja função e papel podem e devem ser questionados.

É nesses momentos que rimos, gritamos ou simplesmente falamos… e OMMANDALA regenera-se em função dos nossos sons, e oferece-nos uma nova colecção de estímulos.

Para esse efeito, OMMANDALA tem duas componentes: uma componente física, com uma mandala de objectos reais, dispostos em torno de um suporte suspenso de microfone, e uma componente digital, correspondendo à aplicação de arte generativa desenvolvida para o efeito em Processing 3.1, e cujo output é projectado.

 

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