Faber est suae quisque fortunae

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Every one crafts one’s own fate.

Cada um faz o seu próprio destino.

Frase atribuída a Ápio Cláudio Cego (em latim: Appius Claudius Caecus) (340 – 273 a.C.), que foi um político romano, construtor do primeiro grande aqueduto a abastecer Roma, o Aqueduto Ápia, de aproximadamente 15 km, e da primeira grande estrada romana, a Via Ápia, que, em sua homenagem, receberam estes nomes.

A figura principal é proveniente do “Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers, par une Societé de Gens de lettres”, publicado sob a direcção de Diderot e d’Alembert entre 1751 e 1772. A ilustração está assinada por Bernard Direx.

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Os três círculos são o “Centrum Naturae” (o centro da natureza) da autoria do filósofo e místico luterano alemão Jacob Böhme (1575 – 1624), parte da sua obra “Theosophia Revelata”, apenas publicada em 1730. Böhme passou por experiências místicas em toda a sua juventude, culminando numa epifania no ano de 1600 que teria lhe revelado a estrutura espiritual do mundo, assim como as relações entre o Bem e o Mal. Após uma outra visão em 1610, ele começou a escrever sua primeira obra, Aurora (Die Morgenroete im Aufgang), resultante dessa iluminação. O tratado foi publicado e divulgado em forma de manuscrito até que uma cópia caiu nas mãos de Gregorious Ritcher, principal pastor de Görlitz, que o considerou herético e ameaçou exilar Böhme, se ele não parasse de divulgar os seus escritos. Após anos de silêncio, os amigos e patronos de Böhme conseguiram convencê-lo a continuar a escrever e em pouco tempo novas cópias manuscritas começaram a circular. Num um curto período de tempo, entre 1618 e 1624), Böhme produziu uma enorme quantidade de tratados e epístolas, incluindo as suas maiores obras De Signatura Rerum e Misterium Magnum. As obras completas de Böhme só foram publicadas pela primeira vez em 1730.

Centrum_Naturae

As pirâmides associam-se ao número 3, devido a esse ser o número de arestas em cada um dos triângulos que constituem as suas faces. O número 3 (e consequentemente os triângulos e pirâmides) tem diversas conotações em todas as religiões e movimentos místicos, corporizando a divina trindade cristã (Pai, Filho e Espírito Santo); o passado, presente e futuro ou mesmo a união mente, espírito e corpo. Os ocultistas usam os triângulos e as pirâmides como forma de invocação, onde a materialização do invocado se dá no interior do espaço por ele delimitado. As pirâmides representam ainda a ascensão ao mundo espiritual.

As serpentes são ilustrações naturalistas do xéc. XIX de “Animais Australianos”, e não têm outra atribuição conhecida. A maior parte das culturas pagãs adoravam as serpentes. Para elas simbolizavam o renascimento (por largarem a sua pele), protecção contra o mal, sexualidade, chuva e fertilidade… a lista de significados é enorme. Como forma de demarcação e repúdio das religiões antigas, o cristianismo associou a serpente com o pecado, a tentação, a destruição e Satanás.

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