Ex nihilo nihil fit

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Nothing comes from nothing.

Nada vem do nada.

Ex nihilo nihil fit é uma expressão latina que significa nada surge do nada. É uma expressão que indica um princípio metafísico segundo o qual o ser não pode começar a existir a partir do nada. A frase é atribuída ao filósofo grego Parménides.

O princípio em causa pode ser colocado em relação à origem do universo. Dado que o universo existe, então, ou existiu sempre, ou teve um começo. Se teve um começo, então significa que surgiu do nada, porque o universo, é por definição, tudo o que existe. Mas isto contradiz o princípio de que nada surge do nada. Logo, se o princípio está correcto, o universo existiu sempre.

Na filosofia grega, um princípio relacionado é aquele segundo o qual um ser não pode desaparecer no nada, mas somente transformar-se. Este princípio pode pensar-se como um antecedente da lei de conservação da massa e da Lei da conservação da energia, e também  está ligado à pergunta filosófica que Martin Heidegger e Gottfried Wilhelm Leibniz, entre outros, destacaram: Por que há algo, e não nada?

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Imagem de um feto completamente desenvolvido, ainda no útero, e com a placenta, criada por William Smellie na obra “A set of anatomical tables, with explanations, and an abridgment, of the practice of midwifery.” (Londres, 1754)

É aqui usado como símbolo da criação, guardado por um dos seres mais inteligentes e misteriosos da fauna terrestre: o polvo.

Polvo  do Antártico, de Fritz Winter, da obra de Chun Die Cephalopoden (Wissenschaftliche Ergebnisse der Deutschen Tiefsee-Expedition), de 1900.

De cada lado encontramos guardiões da criação, cuja cabeça se encontra oculta (protegida) pela Hamsa.

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A Hamsa (árabe: خمسة, chamsa – literalmente “cinco”, referindo-se aos cinco dedos da mão) é  um símbolo da cultura popular do médio Oriente, e é um objeto com a aparência da palma da mão com cinco dedos estendidos, usado popularmente não só como um amuleto contra o mau olhado, mas também para afastar as energias negativas e trazer felicidade, sorte e fortuna. Embora o Alcorão vete o uso de amuletos, a hamsa é facilmente encontrada entre muçulmanos, que a associam aos cinco pilares do Islão, e também lhe chamam “mão de Fátima”, a filha preferida de Maomé. A hamsa é ainda popular entre os judeus, especialmente os sefarditas, que lhe inscrevem textos em hebraico, como a Shemá Israel, e também lhe chamam “mão de Miriam”, a irmã de Moisés e Aarão. O símbolo também é associado à Torah, que é composta de cinco livros.

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