Deixa que a nitidez do mundo

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Let the world’s sharpness like a clasping knife
Shut in upon itself and do no harm
In this close hand of Love, now soft and warm,
And let us hear no sound of human strife
After the click of the shutting. Life to life –
I lean upon thee, Dear, without alarm,
And feel as safe as guarded by a charm
Against the stab of worldlings, who if rife
Are weak to injure. Very whitely still
The lilies of our lives may reassure
Their blossoms from their roots, accessible
Alone to heavenly dews that drop not fewer;
Growing straight, out of man’s reach, on the hill.
God only, who made us rich, can make us poor.

Deixa que a nitidez do mundo, como uma faca segura,
Se feche em si mesma e não faça mal
Nesta próxima mão do Amor, agora macia e quente,
E que não ouçamos qualquer som de conflito
Após o som do fecho. Vida a vida –
Eu inclino-me sobre ti, Querido, sem pressa,
E sinto-me tão segura como que guardada por um amuleto
Contra os ataques do mundo, ainda que abundantes
Fracos para ferir. Muito brancos ainda
Os lírios das nossas vidas podem tranquilizar
As suas flores desde as suas raízes, acessíveis
Apenas ao orvalho celeste que goteja não parco;
Crescendo a direito, fora do alcance do homem, na colina.
Só Deus, que nos fez ricos, nos pode tornar pobres.

Elizabeth Barrett Browning

40 cm x 70 cm, 600 €

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