A primeira coisa que quis ser na vida foi egiptólogo. Depois arquitecto. Aprendi línguas estrangeiras motivado pela paixão de conhecer novas culturas e formas de estar na vida, e foi assim também que comecei a usar a “banda do cidadão”, uma espécie de Internet antes da Internet, via rádio. Fui o tipo irritante de adolescente que tinha 20’s a matemática sem estudar.

Entrei em várias bandas na explosão do rock português nos anos 80 e consegui em 1983 um contrato com a Polygram.

Depois de ter passado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde estudei Matemática, licenciei-me em Engenharia Informática pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (85-90), onde me apaixonei pela computação gráfica e pelas visualizações tridimensionais, numa época em que o ZX Spectrum reinava, um PC era um objecto de luxo movido apenas a disquetes e o Windows era uma curiosidade recente (quase) inútil.

Participei na fundação, desenvolvimento e venda de duas empresas de new media e webdesign: Autor – vendida à OniTelecom (EDP+BCP) em 2001 – e Theria – vendida à Yunit (BES+CGD+PT) em 2009, e onde trabalhei ainda até ao final de 2011.

Tenho ampla experiência de gestão de projectos, não só para clientes nacionais, como também em projectos europeus, onde trabalhei com parceiros como a Philips, na Holanda, ou a Vitec, em França.

Criei um projecto de trocas e vendas online, chamado OneFairMarket, em 2012, mas infelizmente tive de o descontinuar, apesar da visibilidade internacional alcançada, incluindo referências no The Guardian (Is bartering better? e A barter way of doing business), devido à forte e crescente presença de sites similares, dotados de orçamentos característicos de multinacionais, contra os quais não posso competir. Continuo a acreditar que o mundo das trocas tem muito mais para explorar e oferecer do que o que existe actualmente, e sei que o meu projecto tinha características únicas e diferenciadoras, mas também acredito que não posso estar sozinho nesta certeza, e por isso espero outra oportunidade para relançar o OneFairMarket.

Participei em exposições colectivas de arte, destacando o espaço Montepio, em 2001, e em 2002 a Galeria Municipal Gymnásio, e o MInistério das Finanças, em Lisboa. Mais recentemente tive o prazer e o privilégio de poder ter a minha exposição “Love Wave” na Quinta da Regaleira, em Sintra, durante 3 meses, entre 15 de Julho e 15 de Outubro de 2012, onde a mesma contou com mais de 6.000 visitantes, e também na StoryTailors Store, em Lisboa, ao Chiado, em Junho de 2013. Em Maio de 2014 inaugurei nova exposição individual na Galeria Municipal de Monsaraz – Igreja de Santiago, integrado no programa Monsaraz Museu Aberto. Dezembro de 2014 marca ainda a primeira presença numa feira de arte internacional: SCOPE Art Miami integrado na colectiva Art Takes Miami, com peças da série Principium. Em Maio/Junho de 2015 tive nova exposição individual na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, seguindo-se-lhe uma participação na Bienal de Arte de Cerveira, em Julho de 2015 e na inauguração do espaço INVITRO, na Universidade Aberta. Em 2016 a “Alchimia” foi exibida durante a conferência Expressive ’16, no âmbito do Eurographics, e foi apresentada ainda no evento Ciência 2016. Tive ainda a oportunidade de apresentar duas instalações (Alchimia e Ommandala) no Festival Paratíssima Lisboa 2016, tendo a “Alchimia” sido exibida ainda no Festival Internacional Heritales, em Évora.

Fui convidado como orador para o primeiro seminário “A Ciência da Arte“, organizado pelo SAPLAB do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, e que teve lugar durante a inauguração da exposição “Principium” na Fábrica do Braço de Prata, em 8 de Maio de 2015, em Lisboa. O seminário versou justamente sobre a abordagem a/r/tográfica ao desenvolvimento das obras da série, enquanto processo de investigação/criação/documentação na fronteira entre arte e ciência.

Estou ainda envolvido em projectos musicais para os quais desenvolvo, para além das componentes musicais, a comunicação e imagem. Produzi ainda sonoplastia para teatro, para além de ter feito a comunicação gráfica e online para as respectivas peças (duas encenações do saudoso António Rama – “o Cerejal”, de Anton Chekov e “Alvorecer”, uma encenação de poemas de Sophia de Mello Breyner e Eugénio de Andrade – e uma produção para a UAU no Teatro Villaret – Gil’s Lovers, baseada em textos de Gil Vicente).

Sou auto-didacta em realização cinematográfica e produzi algumas peças audio-visuais das quais muito me orgulho: “What I Will”, um vídeo sobre um tema musical também composto por mim e que teve destaque na MTV World Production; “O que é o Amor”, uma curta-metragem documental para a minha exposição LoveWave na Quinta da Regaleira, e mais recente um vídeo de homenagem a António Rama, actor e encenador, falecido em 2013. Todas estas peças (e mais) estão disponíveis em http://vimeo.com/alvesdaveiga/videos e em https://www.youtube.com/channel/UCxLNMnMSPvNltzHZoFJDH9g.

Actualmente estou a trabalhar na minha tese de doutoramento, integrado no DMAD da Universidade Aberta / Universidade do Algarve, sobre ecossistemas de média-arte digital. Sou membro do CIAC (Centro de Investigação em Artes e Comunicação) e do INVITRO (laboratório transdisciplinar), e neste último sou ainda responsável pela imagem institucional, website e redes sociais. Desenvolvo a minha actividade artística através de programação criativa, sensores, visão por computador e música.

Mais informações em about.me/pedroveiga
www.facebook.com/PedroAlvesDaVeiga www.researchgate.net/profile/Pedro_Alves_Da_Veiga

 

Computer generated bio (500letters.org)

 

Pedro Alves Da Veiga

Pedro Alves Da Veiga (1963, Lisbon, Portugal) creates media artworks and mixed media artworks. By contesting the division between the realm of memory and the realm of experience, Alves da Veiga absorbs the tradition of remembrance art into daily practice. This personal follow-up and revival of a past tradition is important as an act of meditation.

His collected, altered and own media artworks are being confronted as aesthetically resilient, thematically interrelated material for memory and projection. The possible seems true and the truth exists, but it has many faces, as Hanna Arendt cites from Franz Kafka. By studying sign processes, signification and communication, he makes work that generates diverse meanings. Associations and meanings collide. Space becomes time and language becomes image.

His works question the conditions of appearance of an image in the context of contemporary visual culture in which images, representations and ideas normally function. With Plato’s allegory of the cave in mind, he makes work that deals with the documentation of events and the question of how they can be presented. The work tries to express this with the help of physics and technology, but not by telling a story or creating a metaphor.

His works are an investigation into representations of (seemingly) concrete ages and situations as well as depictions and ideas that can only be realized in media art. Pedro Alves da Veiga currently lives and works in Estoril.

 

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