Os corações flutuantes tendem a aproximar-se. Ao atingir um determinado nível de proximidade, eles são inexoravelmente atraídos um para o outro, e quando se tocam unem-se em criação, harmonia, partilha, contacto.

Os seis momentos basilares que definem o comportamento da instalação relacionam-se diretamente com o poema que lhe serviu de inspiração:

(1)
Um amigo, o primeiro amigo
dentro da nuvem de um sonho.

(2)
O impossível toca-nos as mãos
subitamente — o fogo, a flor concêntrica
de planetas no exílio.

(3)
Na terra do silêncio
os frutos caem
de sua própria vontade.

(4)
Ao coração das coisas,
ao jugo das cores da memória,

(5)
ao pequeno desvio da sombra no deserto,
ao amor que nos alimenta de morte, à morte
que morre connosco

(6)
opomos a infinita
constelação
dos nossos sentidos.

Para simular a existência de dois interatores, utilizei a câmara de vídeo, assumindo uma divisão ao meio. O movimento detetado do lado esquerdo corresponde a um utilizador, e do lado direito a outro. Consegue-se assim simular diferentes inputs para cada um dos lados criando movimento à esquerda ou à direita, ou em ambos os lados para provocar a convergência.

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